Efeito Summer.

Como já dizia o ditado, existem dois tipos de pessoas no mundo.. homens e mulheres.
Mas de tempos em tempos aparecem pessoas cuja a habilidade de impressionar ultrapassa
a capacidade de resistir. Talvez não por seus olhos amendrotadores que não esperam para ver a hora de te destruir, talvez não por seus sentimentos calejados naquilo que insistimos ser a salvação da humanidade e muito menos na sua inocência romântica.
Pessoas assim conseguem apartamentos por um valor 9,2%, o que intriga analistas do mercado… mas vamos deixar passar.
Efeito distração, um nome melhor para o que pode ser nomeado a você.
Sinceridade entre nós? Você não é nada. Não tem nada, e sabe que não tem (talvez seja o motivo para o citado anteriormente) Não tem olhos bonitos, que paralisam e te fazem esquecer o que realmente você… é. Olhos que te fazem querer gritar de ódio, ódio de olhar para eles, alí, naquela noite, naquela noite tão nada. Olhos castanhos, castanhos da cor
da tespestade, uma tespestade, convenhamos, entranha, estranha como um amigo e inimigo quando fazem as pazes.
Ser realistas, certo?
Seu sorriso é como o de qualquer outra pessoa. É frágil quando tocado, ele voa, voa e arrasta, como uma velha promessa que
faz de tudo para fingir que não existe. É nostalgico, mas não encare isso como uma coisa boa, o passado é um homem famoso por machucar e não seria diferente aqui, mas não sei…  parece que os pontos se invertem as vezes. É gentil, doce e suave… NÃO! Não fique feliz por isso.
Coerentes sempre.
Sua maneira de ser não me impressiona. É cativante e anima, traz medo e coragem… e percebe-se que, de alguma maneira, você adora sentir esse poder nas suas mãos. É simples, como se não devesse ser outra coisa, como se não pertecesse a outro momento, se não sob aquele olhar, tão invisível que as vezes acho que ele não existe.
Mas, o que caracteriza o efeito Summer, é a inexplicável maneira de quebrar.
Sinceramente, não sei o que vi em você, mas seus olhares me atormentam e me dão medo, medo de um dia olhar para eles.

 

Enquanto isso, pinte minha vida com o caos do problema.

 

Nesse tudo-nada

Um termo. O que basta para ir além
Não os escuto, por não querer escutar
Um termo… Um, somente..

A direção que existe
Como se quisesse me encontrar
vive por me procurar, sempre
Mas pode ser que antes, eu tropece em algum lugar
e perca minha memória

E se? Se eu?

Talvez meu pensamento não viva em mim
Não viva onde penso
que posso pensa-lo

Me perdi onde você não pode me encontrar
Me perdi em um abismo infinito
Somente, um termo…

E se? Se eu?

Minha lucidez já não acompanha o que deveria
ser um termo que paira sobre mim
e que me joga para as marés

E se fugir para, bem longe, me encontrar?
E se encontrar o meu lugar, nessa imensidão de nada?
E se? Se eu?

Das mortes do outono: O manifesto dos infiéis.

Séculos sendo comprados, vendidos, usados. Relações momentaneas, retrógradas. NÃO MAIS!
Companheiros, há chegado a hora de combater o grande e assombroso inimigo a nossa frente, ao qual já não se consegue mais ingorar a existência.

Fomos provocados a esta guerra, forçados ao conflito sangrento e inútil pelo destino de nossos destinos. Convivemos com o bombardeio de todos os cantos, de todas as direções,de todos os sentidos, ideologías de pensamentos e pensamentos ideológicos. Seguiamos firme em direção à nossos caminhos marcados, quando perto da segunda estrela a direita, seguindo reto até o amanhecer, fomos alienados e encarcerados em nossas proprias formas de seguir. Traídos pelo Sultão do deserto, enganados pelo Leão e pelo semi-deus, enquanto os monstros riam de nós. NÃO MAIS!

Irmãos, não nós demos por vencido, nossos falsos pragmatismos não nós levam a nada! Nossos dogmatimos nos corrompem e, agora, nossos sentidos são traidores de sua pátria, de seus amigos, a quem tanto confiaram, e, acima de tudo, de si mesmos. E não se atenham somente aos resultados, o clímax ainda está por vir. Tomado de total maestria, eles te corrompem até fazer seguir seus passos. Suas ideologias te tomam a consciência e turvam suas concepções e, quando já se está embriagado, te manipulam numa tentativa tola de conceder ao homem o pior dos remédios, a esperança… e quando já não se sustenta em pé pela gravidade, lhe faz emplorar pela morte, enquanto sadicamente te arrasta para o mais fundo do limbo que se pode sentir quando a vida ainda lhe é uma maldição a ser vivida. Suas poesias são como veneno para ratos imundos, que quando lhe tocam a lingua te tiram da morte e arrastam ao céu.. e ainda tem a incrédula coragem de dizer que uma das mestras legitima tal ação. E, por final, quando o estase começa dar sinais de ser perpétuo, uma noite nova, recente de tão antiga, enfia todos os seus erros cometidos ao longo de nossas ínfimas existências dentro de suas próprias feridas, para que possam se consolidar, de certa maneira, para sempre.

Amigos, numa noite dessas veio a mim a verdade, fodeu… deu merda, uma merda muito grande (ou não). Mas, não merda a qual não há de se resolver.

 Infiéis do mundo, uni-vos!

-Cavaleiro do Pão.

As luzes por entre a cortina.

E hoje foi um dia diferente
igualmente diferente dos outros
sem ao menos se dar o trabalho
de mudar tudo de uma vez

E as antíteses da minha vida
se refletem em tudo que é
sem perder a beleza de serem feias
e sem a capacidade de tornassem paradoxos.

E isso tudo graças ao passado que,
sem ter a compaixão de sumir,
vê prazer na dor de repetir tudo mais uma vez.

E hoje foi um dia diferente
igualmente diferente dos outros
sem ao menos se dar o trabalho
de mudar tudo de uma vez.

                                                                                                -Cavaleiro do Pão


Uma dança lenta e um salão em chamas.

Deveríamos ter seguido quando ainda tinhamos chance. Quando podíamos olhar para frente e rir e olhar para trás e não ver nada, nada a não ser nós mesmos. Veio a tempestade e mantemos o barco estável, e, ao sobrevivermos, nos matamos sem perceber. Talvez tenha sido melhor afundar enquanto ainda era raso, enquanto ainda dava para chegar à superfície. Tolos, você com sua previsão e eu com a minha inocência. E o pior disso tudo, porque deixou-me te convencer? Talvez nunca te perdoe por isso.

Entre canções em bares, noite mal dormidas por serem noites tão boas, filmes, almoços em família e festas a fantasia perdemos alguma coisa que nunca tínhamos encontrado. Sempre tentei te segurar em meus braços, equilibrando para não cair e, quando finalmente você caiu, foi quando eu percebi que nunca tinha te segurado.

Te conheci do jeito que sempre quis, da maneira que sempre pedi. Só não posso falar que você veio da maneira que eu sempre sonhei porque sonhos não viram realidade, e você virou. A realidade e a ilusão se fundiram em uma só, em uma coisa que até hoje não sabemos definir.

E você tentou me desenhar da maneira que você quis, sem se importar com as minhas preferências de formato. Um olho claro aqui, talvez um cabelo loiro. E se ele fosse Inglês? E se ele gostasse de chocolate meio amargo e escutasse The Who? Você tentou me desenhar da maneira que você quis, mas foi quando descobriu que você não sabia desenhar, ou pelo menos eu não fui um dos seus melhores trabalhos, no máximo um rascunho.

Farei o melhor disso tudo (ou tentarei), incluindo a tristeza, pois não tenho forças para combinar novos números e jogar de novo. Você… você é uma vadia porque você pode.

Ninguém virá nos salvar, ninguém irá acabar com tudo isso para assim, recriar tudo de novo, pelo menos não à mim, botamos muitos falsos alarmes.

Estamos caindo. Querida, estamos calmamente dançando num salão em chamas.

-Cavaleiro do Pão

A moderna Irene

Irene na Terra.

Irene branca, bem branca mesmo                                                                                                                     Do tipo que o sol olha com carinho.

Irene boa, só quando lhe convém                                                                                                                       mas só quando lhe convém mesmo.

Irene sempre de bom humor                                                                                                                              e sempre de tão mau humor que                                                                                                                       se fica imaginando se ela consegue sentir um dos dois                                                                           ou os dois ao mesmo tempo.

Imagino São Pedro a recebendo no céu:                                                                                                         -Licença, quer entrar por aqui?                                                                                                                           E Irene sendo Irene:                                                                                                                                                 -Não sei, ainda não me decidi.